Tudo que a marca alemã cria é alvo de grande debate, apologéticas e ataques ferozes. Quase tudo que você ouvir sobre uma LEICA haverá alguma outra pessoa dizendo exatamente o contrário. Isso é possível por que fotografia não é ciência extra, o que alguém pode achar bom resultado, outro pode achar um extremo absurdo.
A M9 não poderia ser diferente. Para uns é o santo-gral da fotografia digital. O equipamento capaz de reviver na era do sensor a profundidade, o intimismo e o senso artístico dos bons tempos em que tudo que era necessário era uma boa câmera, uma lente 35mm e um rolo de TX-400. Para outros, é coisa do capeta, equipamento que apesar de caríssimo pode falhar na mais simples análise laboratorial em contraste com câmeras que custam 4 ou 5 vezes menos.
Para entender o valor da LEICA M9 é necessário compreender duas coisas:
a tradição fotográfica que ela representa, e quais opções haveria para fotógrafos da era digital que desejassem replicar na era do sensor as práticas fotográficas que a LEICA permite numa eventual falta da LEICA M versão digital.
A LEICA M9 só pode ser entendida pondo em perspectiva não o que ela acrescenta, mas o que ela felizmente retira da fotografia digital. A fotografia hoje é uma arte computadorizada. Poucas pessoas entendem todos os comandos de uma DSLR moderna. Mesmo os que dominam um Canon 7D, por exemplo, terão alguma dificuldade nos primeiros dias que manuseiam uma Nikon pela primeira vez e vice-versa.
Só para se ter uma ideia:
Minha Canon 7D tem 23 botões só no corpo.
Não há uma diferenciação visual clara entre quais são importante e o que não é.
Por vez, cada botão assume mais de uma função não raro, a diferença entre um grande trabalho e uma foto porcaria resume-se entre apertar ou não um deste botões.
Com uma lente como a 70-200 IS, o número de botões aumenta para 25.
O Menu digital de uma 7D tem:
quatro abas que especificamente afetam a qualidade de imagem
duas que alteram o gerenciamento das imagens
três que controlam o comportamento do corpo da câmera
As funções configuráveis da7D são 27, distribuídas em quatro categorias.
Alguns podem chamar isso de riqueza de opções, outros: uma centenas de maneiras de ferrar com a 7D.
A LEICA M9 tem ao todo 16 botões no seu corpo. Destes, apenas os três na parte de cima, o anel de foco e o anel de abertura da lente são importantes. Tudo é muito clean. O que você é vital e deveria ter sua atenção está lá. O resto é lixo e se você nunca olhar não fará diferença.
Ademais, nenhum desses comandos é automático, ou seja, não há nada fora de controle acontecendo nos bastidores sem que você saiba. Tudo é você que faz, para o bem ou para o mal. Se algo não está bem, você o provocou e não algum controle automático que você não tem nem ideia qual seja.
Só essa diferença é suficiente para tornar a M9 uma câmera especial.
Ademais a M9 tem qualidade de imagem incrível e lentes que são junto, no mundo digital, as melhores sem nenhuma discussão.






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