sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Sony Alpha 7 e Alpha 7R analise

Agora ficou difícil achar uma desculpa para não comprar Sony. Desde a compra da Minolta, a Sony vem fazendo um esforço grande para colocar-se no time das grandes fabricantes de câmeras fotográficas. Conhecida como uma competidora agressiva, a Sony rapidamente ganhou espaço com a primeira full frame vendida a menos de U$3000, a Alpha 900. Entretanto, desde a A900 a Sony andava calada. Até que veio a R1X, a primeira mirroless full frame. A R1X seria perfeita, se não fosse por duas coisas: o preço e o fato de ter uma lente embutida. A lente é ótima, mas é embutida. Ou seja, comprou, casou. Na época, o que eu achava que aconteceria era que a Sony seguiria o mesmo rumo da Fuji na série X, mais um pouco de tempo e a Sony lançaria uma versão com lentes intercambiáveis. A Sony disse que não era possível fazer, mas todos que acompanham a indústria de perto sabiam que aconteceria. A certo modo, Sony tirou a lente da R1X e pôs uma baioneta E. Tudo que nós estávamos pedindo a papai do céu, uma R1X com um buraco para lentes intercambiáveis.

A Alpha 7 traz as seguintes especificações:
sensor Full frame CMOS de 24.3 megapixels,
auto foco com detecção de fase e contraste.
baioneta E com amplos adaptadores inclusive para Leica M.
monitor de LCD  do tipo tiltable, com 1.23 megapixels.
visor embutido.
ergonomia perfeita, todos os botões onde eu preciso, especialmente a compensação de exposição no dedão direito.
Quando eu pensava aqui com os meus botões, nos ido de 2012 e me dava justificativa por que não compraria a R1X Pro, imaginava que a Sony lançaria alguma coisa no perfil da A7, por cerca de U$3500. Por 3,5 mil dólares já seria difícil resistir. A Alpha 7 sair a U$1700 chega ser obsceno de tão barato. Para que você tenha um senso de proporção, lembre-se que a coisa mais parecida com a A7, uma Leica M 240, custa U$7.000 - U$8000 se você conseguir encontrar uma para comprar.

Enfim, em uma tacada a Sony chuta todas suas concorrentes do setor mirrorless para escanteio, incluindo Olympus OMD- E - M1, Fuji X1 Pro. O impacto desta nova
Alpha 7R, 36 megapixels.
Junto com a A7, a Sony lançou a A7R - de 36 megapixels.
Diferenças em relação a A7:
- Preço de U$2300. U$600 mais cara que a A7.
- Sensor de 36 megapixels (obviamente) e
- sem detecção de phase no sensor para o auto-foco.
- Sem filtro anti-alising.
No momento, para mim. a A7 é a campeã, se você quer flexibilidade pois faz um pouco de tudo. Digo isso pois 24 megapixels são muito mais que suficientes para a maioria das aplicações e que detecção de phase é um quesito importante, que aprimora razoavelmente a precisão do auto-foco, por conta do cálculo de fase realizado pelo sensor que assim independe de relações de contraste na imagem.
Um auto-foco preciso e 24 megapixels já está bom demais para mim. Sem falar dos U$600 a menos.
A A7R destaca-se para quem deseja a maior resolução nominal possível e pode viver sem um filtro anti-alising. Gente que não fotografa padrões de frequência espaciais diminutas, como por exemplo: tecidos industriais. Paisagens e outras coisas que exijam impressões grandes e não requeiram o mais  exemplar  auto-foco são uma boa pedida para a A7R. (quando falo de Af menos exemplar, falo de filigramas, não de diferenças gritantes.
O mercado de câmeras é um jogo de xadrez e quando uma peça se move, influencia o estado de todas as outras. Quando uma câmera, ou duas neste caso, é lançada com características e preço tão agressivo, o mercado muda. Câmeras que eram boas ontem, hoje vão ficar na prateleira. De cara Fuji X1 Pro, Leica M 240 e outras terão dificuldades de maior ou menor grau para serem vendidas.

DSLR estão em baixa. São equipamentos para a fatia mais importante do mercado: amadores com renda excedente, dispostos a comprar câmeras fotográficas. São eles que mantêm o caixa girando e produzem os lucros que permitem empresas sobreviveram e criarem câmeras profissionais como Canon 1X, que em número absolutos, vendem pouco e não poderiam manter a marca andando.
Em um cenário de DSLRs em baixa, com certeza a A7 vai roubar fatias. Por quê? Porque é uma câmera que contêm a melhor tecnologia de sensor que há hoje por aí: sensores CMOS, full frame com resolução nominal acima dos 24 mpxs. Um dos grandes problemas das mirrorless com lentes intercambiáveis, é que seus sensores, até então, apesar de muito bons, corriam abaixo do que havia de melhor na tecnologia. Agora, com a A7 o sensor de uma mirroless é estado de arte. Isso muda tudo.
Deste ponto de vista, câmeras como a Canon 6D e Nikon D600 e D610 perdem grande parte do encanto para aquele amador que queria dar o pulo full frame mas não podia arcar com câmeras como Canon 5D Mark III e Nikon D800. Por que comprar uma Canon ou NIkon com gosto de segunda opção, se eu posso comprar a Sony que todos estão querendo? É só lembrar da lógica no segundo grau que você vai entender tudo sobre mercado de câmeras.
Quanto às câmeras mais baratas o impacto é muito menor, se não nulo. O consumidor que compra as câmeras mais baratas é um outro tipo de comprador. Enquanto quem compra Fuji X1 Pro, Canon 6D e outras é um cara que tem alguma pretensão de seriedade, o que compra a câmera básica é o que eu chamo de futuro arrependido. Ele compra a câmera mais barata que pode e depois se arrepende de não ter ficado com o celular. Esse tipo de consumidor é guiado por preço e a lógica da mínima perda. Já sabendo que ele não é muito chegado na coisa mesmo, ele compra o mínimo para ter menos o que chorar depois.


Já sei que a Fuji está na fase final para o lançamento do que parece ser a X2 Pro. E deve ser anunciada nas próximas semanas. Outras câmeras vão aparecer para tentar rebalancear o mercado e com isso quem ganha somos nós.

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