sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Tons de pele e o flash

Em fotografia, tons de pele é a região que compreendem as tonalidades normalmente encontradas na pele humana, especialmente, o rosto. Se você não é um ET, o tom de pele, em todas as raças, tem grande presença de tons vermelhos, róseos, amarelos, marrons - em diversos rateios e graus de saturação.

Um dos maiores pecados da fotografia moderna é a constante super exposição dos tons de pele. Normalmente, na última década, retratos - mesmo aqueles que não são high-key - apresentam uma persistente tendência a estarem 0.5 a 1.0 pontos de luz acima do que deveriam estar.

Antes que você pense que 0.5 ou 1.0 é pouco. Lembre que 1 ponto de luz é o dobro. E 0.5 é 50%.
O problema jaz em três elementos:

- a dependência cega na determinação "automática" da exposição do flash, sem que o fotógrafo use certo grau de crítica para aplicar o ajuste fino a esta dito automatismo.
- o fato de que ninguém mais, na grande massa, usa fotômetro de luz incidente - tipo Sekonica L358. Que é a única forma mecânica de determinar a exposição correta sem chute. O resto é chute consciente e aproximação.

- uma certa tendência à falta de zelo e compromisso com os detalhes em grande parte da retórica strobista. Na mão de um fotógrafo o strobismo é uma ferramenta fantástica. Na mão de um aventureiro tornou-se um convite à FOG - Fotografia Orientada à Gambiarra.

Tudo isso não é para dizer que você tem sempre de expor os tons de pele "corretamente". Não existe correto em arte. Existe coerente. A exposição é sempre uma decisão artística e há uma boa latitude para variações: high-key, low-key e um caminhão de gradações entre as duas. Mas a questão que se apresenta é o controle. Eu super exponho por que quero ou como resultado de técnica mezza-boquistica que super expõe tudo?

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